Ilusão de ótica bizarra

Quando assisti esse vídeo, primeiramente achei que fosse algum truque barato que fizesse uso de um pedaço de papel semi-transparente ou algo assim. Minha curiosidade científica dominical não me permitiu deixar barato e logo capturei a imagem do vídeo, recortei uma parte da imagem e joguei no photoshop (que você pode baixar logo aqui embaixo) e acabei me deparando com uma das melhores ilusões de ótica que já pude apreciar.

No arquivo PSD anexo, você pode movimentar a camada que nomeei como “MovaMe” e obter exatamente o mesmo resultado.

Se quiser imprimir, terá exatamente o mesmo resultado do vídeo. Vira uma brincadeira interessante para se pendurar no mural ou colar no caderno para mostrar para os amigos.

Logo abaixo do vídeo está o link para baixar o arquivo PSD da “prova do crime”.

Clique aqui para fazer download do arquivo PSD (Photoshop)

Vendendo morcego morto

Algumas empresas (bem grandes) vendem seus produtos assim como “Morcego morto”.

Brincadeiras de fim de ano

Chegam as tão esperadas festas de fim de ano. Todo mundo bêbado, lembrando das bobagens engraçadas que aconteceram durante o ano.

A brincadeira clássica que sempre se encaixa bem, é a de amigo secreto (ou amigo oculto).

É econômica, democrática e quando se tem um grupo bacana, todos se divertem.

Evidentemente sempre tem uma figurinha amarga que diz que não quer brincar porque acha infantil ( … se não fosse não chamaria brincadeira … ) ou que vive dizendo que nunca ganhou nada bacana. Não é pra ganhar nada bacana mesmo ! Para isso existem os namorados, maridos e parentes. O objetivo nesse caso é exclusivamente a confraternização que simboliza o fim de um período. Presenteia-se o amigo oculto em sinal de gratidão pela oportunidade de ter compartilhado alguns momentos de aprendizado que fizeram parte de nossa história (sejam eles felizes ou não).

Enfim … viva a alegria!

Encontrei por aí algumas idéias alternativas de amigo secreto que acho interessante compartilhar com vocês. Segue:

Amigo secreto (clássico)
Todos estão acostumados com a brincadeira do amigo secreto, na qual cada participante tira um papel com o nome de outro participante, e somente no dia da brincadeira revelar quem é seu amigo. Hoje já existem outros tipos de amigos secretos, como:

Amigo-express
Todos têm de comprar um presente neutro, que vale para homem e para mulher. O amigo secreto só será sorteado no dia da festa.

Amigo-ladrão
O esquema é o mesmo: a lembrança deve ser neutra e comprada antes. Mas a troca de presentes é diferente. O primeiro sorteado retira um presente do monte, abre e o exibe. O segundo tem a opção de roubar o presente do primeiro ou pegar um novo e assim por diante. Cada presente só pode ser roubado três vezes. Atenção: não vale ficar bravo(a) se o seu presente foi roubado, porque essa é a intenção.

Amigo-artesanal
Vale tudo como presente: crochê, quadro pintado e até uma receita deliciosa de doce.

Amigo-temático
Determina-se um tema para os presentes: podem ser CDs, camisetas, livros, chocolate e outros.

Amigo-econômico
Adotam-se produtos das lojas de R$ 1,99, por exemplo.

Inimigo-secreto
Compra-se algo para brincar com a personalidade do amigo. Por exemplo: uma calça tamanho GG para a amiga bem magrinha.

Amigo-inútil
Outra opção divertida é dar de presente aquele objeto que está no fundo do seu guarda-roupa há muito tempo.

Amigo-on-line
Sites como Meu Amigo Secreto e Amigo Secreto facilitam a vida de quem anda com o tempo apertado. Basta inscrever o e-mail de cada participante e o sistema faz o sorteio. Depois é só curtir!

Concursos Públicos

Se você sonha com um bom emprego, daqueles que garantem um salário modesto porém estabilidade e uma garantia de aposentadoria integral com todos os benefícios só alcançados pela classe, acesse o site http://www.concursos.com.br, inscreva-se no que melhor se enquadrar em seu perfil e boa sorte.

Eu particularmente sou anarquista demais para me inscrever, mas isso também significa 1 candidato a menos concorrendo com você! :-)

O serviço do site é no mínimo interessante.

Livros de domínio público mais baixados

Poucas pessoas sabem que, na maior parte das vezes, as campanhas de livros baratos vendidos em  bancas de jornais, tal como as feitas pelos principais jornais do país, vendem na verdade versões impressas de livros que são de domínio público, ora pelos autores terem liberado seu conteúdo ao mundo, ora por tornar-se domínio público por não haverem mais descendentes vivos  que detenham os seus direitos.

Vá se acostumando a ler usando a telinha e saiba que logo mais, será popular o uso de ferramentas de leitura de e-Books, como o Amazon Kindle ou o Sony e-Reader.

Comece já a sua coleção com os best-sellers (e top downloaded) abaixo (em ordem alfabética):

A borboleta azul Lenira Almeida Heck

A Bruxa e o Caldeirão José Leon Machado

A Carta Pero Vaz de Caminha

A Carteira Machado de Assis

A Cartomante Machado de Assis

A Cidade e as Serras José Maria Eça de Queirós

A Comédia dos Erros William Shakespeare

A Divina Comédia Dante Alighieri

A Filosofia entre a Religião e a Ciência Bertrand Russell

A Igreja do Diabo Machado de Assis

A Mão e a Luva Machado de Assis

A Megera Domada William Shakespeare

A Metamorfose Franz Kafka

A Paranoia Julio de Mattos

A Tempestade William Shakespeare

A Tragédia de Hamlet, Príncipe da Dinamarca William Shakespeare

Apologia de Sócrates Platão

Cancioneiro Fernando Pessoa

Códigos do Brasil Anônimo

Conto de Inverno William Shakespeare

Crítica da Razão Pura Immanuel Kant

Curso de Linux Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial – SENAI

Curso de Magia José Roberto Romeiro Abrahão

Dicionário de Termos Técnicos de Informática – 3a. edição Carlos E. Morimoto

Dicionário Filosófico Voltaire

Discurso do Método René Descartes

Discurso sobre a Origem da Desigualdade Entre os Homens Jean-Jacques Rousseau

Do Livro do Desassossego Fernando Pessoa

Dom Casmurro Machado de Assis

Elementos de Geometria Euclides

Este mundo da injustiça globalizada José Saramago

Histórias da Avózinha Alberto Figueiredo Pimentel

Histórias que acabam aqui Maria Teresa Lobato Fernandes Pereira Lopes

Introdução à Eletrônica Carlos H. de Brito Cruz

Manifesto Comunista Karl Marx

Livro do Desassossego Fernando Pessoa

Macbeth William Shakespeare

Manifesto Comunista Friedrich Engels

Memórias Póstumas de Brás Cubas Machado de Assis

Mensagem Fernando Pessoa

No reino das letras felizes Lenira Almeida Heck

Noventa e Cinco Teses de Lutero Martinho Lutero

O ensino do desenho Lucio Costa

O Eu profundo e os outros Eus. Fernando Pessoa

O galo Tião e a dinda Raposa Lenira Almeida Heck

O Guardador de Rebanhos Fernando Pessoa

O Livro dos Espíritos Allan Kardec

O Mercador de Veneza William Shakespeare

O pastor amoroso Fernando Pessoa

O peixinho e o gato Lenira Almeida Heck

Os Lusíadas Luís Vaz de Camões

Poemas de Fernando Pessoa Fernando Pessoa

Poemas Traduzidos Fernando Pessoa

Poesias Inéditas Fernando Pessoa

Romeu e Julieta William Shakespeare

Sonho de Uma Noite de Verão William Shakespeare

Trabalhos de Amor Perdidos William Shakespeare

Tudo Bem Quando Termina Bem William Shakespeare

Agradecimento especial ao site http://marfisa.org

Quem estiver a procura de algum título em especial de domínio público e estiver com dificuldades de encontrar, faça um comentário.

Voip client / Softphone para Mac OS X Snow

logoSe como eu, você descobriu que, juntamente com as vantagens de atualização para a nova versão do S.O. da Apple também viriam alguns problemas de incompatibilidade e seu software de Voip parou de funcionar como deveria (X-Lite ou SJPhone), principalmente no VONO (velho de guerra), experimente a última release do Zoiper Communicator para MAC Os X.

A configuração foi assustadoramente simples, uma vez que informado o login/senha e domínio a aplicação passou a funcionar de imediato.  A qualidade do áudio é bastante aceitável, bem próxima da que eu tinha antes da atualização.

Até o momento a Counterpath e a SJPhone não possuem releases específicas para o Snow e, o suporte técnico da VONO deixou um tanto a desejar, informando apenas que “Não dão suporte ao sistema operacional da Apple”.

Para baixar o aplicativo, visite:

www.zoiper.com

Seu Mac como viva-voz

Seu GPS tem viva-voz bluetooth para celular? E o som do seu carro? Logo a sua TV terá! Talvez seu MP3 player … agora seu MAC pode ter!

O BluePhone Elite 2 permite utilizar seu MaBlue Phone Elite 2c como viva voz de celulares conectados via bluetooth, além de facilitar atividades como o envio e leitura de mensagens SMS.

Durante o teste, o que mais chamou minha atenção foi o fato de que no instante de uma chamada de entrada, meu iTunes abaixou automaticamente o som (sem isso com certeza eu não ouviria o celular tocar) :P

Aconselho somente que verifique no site se seu celular é compatível com o software. Um dos meus (daqueles que vem com o Sucrilhos) não constava na lista de compatibilidade e apesar de conectar, fez o MacOS travar durante uma chamada.

O produto é comercializado por $24,95 pelo site http://mirasoftware.com/BPE2/.

Trecho de: Sobre o tempo e a eterna idade

“Fui convidado a fazer uma preleção sobre saúde mental. Os que me convidaram supuseram que eu, na qualidade de psicanalista, deveria ser um especialista no assunto. E eu também pensei. Tanto que aceitei.
Mas foi só parar para pensar para me arrepender. Percebi que nada sabia. Eu me explico. Comecei o meu pensamento fazendo uma lista das pessoas que, do meu ponto de vista, tiveram uma vida mental rica e excitante, pessoas cujos livros e obras são alimento para a minha alma. Nietzsche, Fernando Pessoa, Van Gogh, Wittgenstein, Cecília Meireles, Maiakovski. E logo me assustei. Nietzsche ficou louco. Fernando Pessoa era dado à bebida. Van Gogh matou-se.Wittgenstein alegrou-se ao saber que iria morrer em breve: não suportava mais viver com tanta angústia. Cecília Meireles sofria de uma suave depressão crônica. Maiakoviski suicidou-se.
Essas eram pessoas lúcidas e profundas que continuarão a ser pão para os vivos muito depois de nós termos sido completamente esquecidos.Mas será que tinham saúde mental? Saúde mental, essa condição em que as idéias comportam-se bem, sempre iguais, previsíveis, sem surpresas, obedientes ao comando do dever, todas as coisas nos seus lugares, como soldados em ordem unida, jamais permitindo que o corpo falte ao trabalho, ou que faça algo inesperado; nem é preciso dar uma volta ao mundo num barco a vela, basta fazer o que fez a Shirley Valentine (se ainda não viu, veja o filme) ou ter um amor proibido ou, mais perigoso que tudo isso, a coragem de pensar o que nunca pensou.
Pensar é uma coisa muito perigosa… Não, saúde mental elas não tinham… Eram lúcidas demais para isso.Elas sabiam que o mundo é controlado pelos loucos e idosos de gravata.Sendo donos do poder, os loucos passam a ser os protótipos da saúde mental.Claro que nenhum dos nomes que citei sobreviveria aos testes psicológicos a que teria de se submeter se fosse pedir emprego numa empresa. Por outro lado, nunca ouvir falar de político que tivesse depressão. Andam sempre fortes em passarelas pelas ruas da cidade, distribuindo sorrisos e certezas.
Sinto que meus pensamentos podem parecer pensamentos de louco e por isso apresso-me aos devidos esclarecimentos.Nós somos muito parecidos com computadores. O funcionamento dos computadores, como todo mundo sabe, requer a interação de duas partes. Uma delas chama-se hardware, literalmente “equipamento duro”, e a outra denomina-se software, “equipamento macio”. Hardware é constituído por todas as coisas sólidas com que o aparelho é feito. O software é constituído por entidades “espirituais” – símbolos que formam os programas e são gravados nos disquetes. Nós também temos um hardware e um software.
O hardware são os nervos do cérebro, os neurônios, tudo aquilo que compõe o sistema nervoso. O software é constituído por uma série de programas que ficam gravados na memória. Do mesmo jeito como nos computadores, o que fica na memória são símbolos, entidades levíssimas, dir-se-ia mesmo “espirituais”, sendo que o programa mais importante é a linguagem.
Um computador pode enlouquecer por defeitos no hardware ou por defeitos no software.Nós também. Quando o nosso hardware fica louco há que se chamar psiquiatras e neurologistas, que virão com suas poções químicas e bisturis consertar o que se estragou. Quando o problema está no software, entretanto, poções e bisturis não funcionam.
Não se conserta um programa com chave de fenda.Porque o software é feito de símbolos e, somente símbolos, podem entrar dentro dele.Ouvimos uma música e choramos. Lemos os poemas eróticos de Drummond e o corpo fica excitado. Imagine um aparelho de som. Imagine que o toca-discos e os acessórios, o hardware, tenham a capacidade de ouvir a música que ele toca e se comover. Imagine mais, que a beleza é tão grande que o hardware não a comporta e se arrebenta de emoção!
Pois foi isso que aconteceu com aquelas pessoas que citei no princípio:
A música que saia de seu software era tão bonita que seu hardware não suportou… Dados esses pressupostos teóricos, estamos agora em condições de oferecer uma receita que garantirá, àqueles que a seguirem à risca, “saúde mental” até o fim dos seus dias.
Opte por um software modesto. Evite as coisas belas e comoventes.
A beleza é perigosa para o hardware. Cuidado com a música… Brahms, Mahler, Wagner, Bach são especialmente contra-indicados. Quanto às leituras, evite aquelas que fazem pensar. Tranquilize-se há uma vasta literatura especializada em impedir o pensamento. Se há livros do doutor Lair Ribeiro, por que se arriscar a ler Saramago?
Os jornais têm o mesmo efeito. Devem ser lidos diariamente. Como eles publicam diariamente sempre a mesma coisa com nomes e caras diferentes, fica garantido que o nosso software pensará sempre coisas iguais. E, aos domingos, não se esqueça do Silvio Santos e do Gugu Liberato.
Seguindo essa receita você terá uma vida tranqüila, embora banal.
Mas como você cultivou a insensibilidade, você não perceberá o quão banal ela é. E, em vez de ter o fim que tiveram as pessoas que mencionei, você se aposentará para, então, realizar os seus sonhos. Infelizmente, entretanto, quando chegar tal momento, você já terá se esquecido de como eles eram…”

“Fui convidado a fazer uma preleção sobre saúde mental. Os que me convidaram supuseram que eu, na qualidade de psicanalista, deveria ser um especialista no assunto. E eu também pensei. Tanto que aceitei.

Mas foi só parar para pensar para me arrepender. Percebi que nada sabia. Eu me explico. Comecei o meu pensamento fazendo uma lista das pessoas que, do meu ponto de vista, tiveram uma vida mental rica e excitante, pessoas cujos livros e obras são alimento para a minha alma. Nietzsche, Fernando Pessoa, Van Gogh, Wittgenstein, Cecília Meireles, Maiakovski. E logo me assustei. Nietzsche ficou louco. Fernando Pessoa era dado à bebida. Van Gogh matou-se.Wittgenstein alegrou-se ao saber que iria morrer em breve: não suportava mais viver com tanta angústia. Cecília Meireles sofria de uma suave depressão crônica. Maiakoviski suicidou-se.

Essas eram pessoas lúcidas e profundas que continuarão a ser pão para os vivos muito depois de nós termos sido completamente esquecidos.Mas será que tinham saúde mental? Saúde mental, essa condição em que as idéias comportam-se bem, sempre iguais, previsíveis, sem surpresas, obedientes ao comando do dever, todas as coisas nos seus lugares, como soldados em ordem unida, jamais permitindo que o corpo falte ao trabalho, ou que faça algo inesperado; nem é preciso dar uma volta ao mundo num barco a vela, basta fazer o que fez a Shirley Valentine (se ainda não viu, veja o filme) ou ter um amor proibido ou, mais perigoso que tudo isso, a coragem de pensar o que nunca pensou.

Pensar é uma coisa muito perigosa… Não, saúde mental elas não tinham… Eram lúcidas demais para isso.Elas sabiam que o mundo é controlado pelos loucos e idosos de gravata.Sendo donos do poder, os loucos passam a ser os protótipos da saúde mental.Claro que nenhum dos nomes que citei sobreviveria aos testes psicológicos a que teria de se submeter se fosse pedir emprego numa empresa. Por outro lado, nunca ouvir falar de político que tivesse depressão. Andam sempre fortes em passarelas pelas ruas da cidade, distribuindo sorrisos e certezas.

Sinto que meus pensamentos podem parecer pensamentos de louco e por isso apresso-me aos devidos esclarecimentos.Nós somos muito parecidos com computadores. O funcionamento dos computadores, como todo mundo sabe, requer a interação de duas partes. Uma delas chama-se hardware, literalmente “equipamento duro”, e a outra denomina-se software, “equipamento macio”. Hardware é constituído por todas as coisas sólidas com que o aparelho é feito. O software é constituído por entidades “espirituais” – símbolos que formam os programas e são gravados nos disquetes. Nós também temos um hardware e um software.

O hardware são os nervos do cérebro, os neurônios, tudo aquilo que compõe o sistema nervoso. O software é constituído por uma série de programas que ficam gravados na memória. Do mesmo jeito como nos computadores, o que fica na memória são símbolos, entidades levíssimas, dir-se-ia mesmo “espirituais”, sendo que o programa mais importante é a linguagem.

Um computador pode enlouquecer por defeitos no hardware ou por defeitos no software.Nós também. Quando o nosso hardware fica louco há que se chamar psiquiatras e neurologistas, que virão com suas poções químicas e bisturis consertar o que se estragou. Quando o problema está no software, entretanto, poções e bisturis não funcionam.

Não se conserta um programa com chave de fenda.Porque o software é feito de símbolos e, somente símbolos, podem entrar dentro dele.Ouvimos uma música e choramos. Lemos os poemas eróticos de Drummond e o corpo fica excitado. Imagine um aparelho de som. Imagine que o toca-discos e os acessórios, o hardware, tenham a capacidade de ouvir a música que ele toca e se comover. Imagine mais, que a beleza é tão grande que o hardware não a comporta e se arrebenta de emoção!

Pois foi isso que aconteceu com aquelas pessoas que citei no princípio:

A música que saia de seu software era tão bonita que seu hardware não suportou… Dados esses pressupostos teóricos, estamos agora em condições de oferecer uma receita que garantirá, àqueles que a seguirem à risca, “saúde mental” até o fim dos seus dias.

Opte por um software modesto. Evite as coisas belas e comoventes.

A beleza é perigosa para o hardware. Cuidado com a música… Brahms, Mahler, Wagner, Bach são especialmente contra-indicados. Quanto às leituras, evite aquelas que fazem pensar. Tranquilize-se há uma vasta literatura especializada em impedir o pensamento. Se há livros do doutor Lair Ribeiro, por que se arriscar a ler Saramago?

Os jornais têm o mesmo efeito. Devem ser lidos diariamente. Como eles publicam diariamente sempre a mesma coisa com nomes e caras diferentes, fica garantido que o nosso software pensará sempre coisas iguais. E, aos domingos, não se esqueça do Silvio Santos e do Gugu Liberato.

Seguindo essa receita você terá uma vida tranqüila, embora banal.

Mas como você cultivou a insensibilidade, você não perceberá o quão banal ela é. E, em vez de ter o fim que tiveram as pessoas que mencionei, você se aposentará para, então, realizar os seus sonhos. Infelizmente, entretanto, quando chegar tal momento, você já terá se esquecido de como eles eram…”

Rubem Alves, do livro  Sobre o tempo e a eterna idade. Campinas: Speculum/Papirus. 164p.

Queria muito ver os comentários de vocês.

PS: Obrigado Carol Malato pelo FWD ! *S